domingo

Caneta Nova V
(A Força da Caneta)

Se fosse um fúzil...
Rajaria brevemente um livro...

A caneta que faz ponto rodando,
Parada pensando...

Em quantas folhas irei pontuar,
De quantos pontos preencherei uma folha.

"E o mesmo que o me derá... nem conhece ela..."

Já ela, fala muito,
E me procura nos meus saltos...
Entre os dois pulos.

Molho a ponta do dedo?
Ou mergulho?

É tinta que submete,
Um pouco mais velho é que vejo...
Atenção é tudo,
Dita os meus passos...

Uma força talvez supra...

__ Tem muita coisa dando certo... Eu tô bem viu!


Humberto Fonseca

quarta-feira

não precisa nem falar... esse fim de semana vai ser poca-Oio!
otima sensação de tocar no fds...

aOOa paulistanos!
mulambos!
cafusos confinados!

Verbos Curtos porra!

BêbÉT/Ocicas & MaicknucleaR
ehhhh noiSS!
quem tiver moscando aparece mewooo!
temos alguns versos incomuns que podem se encontrar.

domingo

Um salve a todos da AIC!

Valew pelo apoio, divulgação, sem palavras o que vocês fazem pelo cenário independente de Minas Gerais.









Entrevista de: BêbéT/Ocicas para AIC (Associação de Imagem Comunitária), ONG que desenvolve vários projetos audiovisuais entre outras mídias em Belo Horizonte/MG
Clebin, Base musical criada a partir das referencias caseiras (Musicas e sons escutados no seu ambiente familiar). Com o pai, colecionado de discos de vinis, despertou o interesse pelos sons e os ruídos extraídos dos discos, variações diversas de sons, desde musicas escutadas no seu próprio toca discos, a outras vindas do vizinho, ou do radio ligado por terceiros. E é com esta grande discoteca que Clebin seleciona algumas faixas para tocar em lugares a qual e convidado como seletor, e produz também algumas bases a partir de samplers extraídos destes, para que quem quiser se arriscar, possa cantar. Com repertorio que vai do funk ao funk e do Brega ao Jazz, este mostra um pouca da diversidade das musicas que te influenciaram na infância e nos dias de hoje. (mulambo loko que fez as pontes para o acontecido).

URL do MySpace:
http://www.myspace.com/clebinfrenetico











Juliana, Clebin, zeu..
Café do Poeta

Não acredito,
Acabou?
Irei faze mais um bule.

Porque fósforo?
O café do poeta tá sempre no fogo,
Burbulhando o enunciado.

Água de dados,
Chaleira de surtos,
Tentando uma mágica...

Conquistar!
Passar uma energia,
Falar algo que convém.





Com suas histórias,
Ous nossas "estórias",
Este é o vínculo...

Viajar sem asas,
Recomeçar de perto,
Parar o fim.

Café pronto,
Xícara cheia,
Gosto de muito açúcar...

Aceita?
Esse tá forte,
Pode tomar...





Eu mesmo tomei cuidado,
Com medo de me queimar,
Quem sabe você gosta...

Não tem veneno,
Só dez estrófes,
Com trinta versos.




Café do Poeta II
Com esses 30nta versos,
Viu-se como produtor,
Na sequência de 10ez.
Ele não fala de ninguém,
Engloba todos e repeti...
Quer café?
Convidou as pessoas,
Ofereceu uma dose quente,
Para que peguem na asa.

O poeta esquece do açúcar,
Mas lembra da colher...
Á serviço do CICA'S.
Fazendo dos poemas sua lavoura,
Planta um pé em cada folha,
Criando um caderno fértil.
Ao ponto de pegar mais água,
Quer acender novos fogos, ele quer fogos!
Com palitos de tinta.
Quer outros aromas,
Digo-te! Cheiro de canela...
Imaginando Vocês.
Quando mesmo?
Sempre calmo...
Olha o seu cafezal de textos.
No mano-a-mano, por uma...
No corpo-á-corpo,
Vai sem molejos.
O seu pólo café-químico,
Refina mesmo... Até o seu filtro...
Torrado e móido em letras.

Humberto Fonseca

quarta-feira

Curto Espaço... curto.

repugnânCIA,
DiVULGuem!


LaNÇAdeiRAs...

deSCEram-O,


SeCARA!

Há SAUda-DAde...

__ NoSSa SãOBenTO!


eM qUAL rUA eLE ANDA?


FIzeRAm SABOTAGE?

BêbÉT/Ocicas

"Maçóna-Tura"

"Homenzinhos de lugar que não existe vão parar na terra dos nunca lançados", acabou ou o novo pode substituir? já sei que não vai ter jeito, conheçam os sem capa injuriados, aproveitando lá... "na adorável sala de descanso, em chás da tarde, festivais brasileirinhos, e comércio ilegais de informações amestradas, VÊ se acha um tem pinho para armar uma lei para eles, ou vão passar de corredores em períodos de somas nos semestre, tá estudando neh moço (a)? como essa academia não tem trabalhado eu os convido para malhar, correr, se unir, começar a transparecer, vamos? perder um pouco dessa barriga, cheia de letrinhas nutridas, e tenho uma boa ideia...


BêbÉT/Ocica's

"Essa é Pra Lua"

Olha! por onde anda você irmão?

Há uma vaga no estacionamento,
Preechida por sol e vento que é sua...

tudo que ela quer é um olhar teu,
Nem olhar no meu...
Suspenso a brilhante,
Lembranças do dia.
Ela te olha calma ainda...
Ela só quer suas boas vindas...
Meu bem!

Olha! como se perdeu aquela luz,
Na baixa tem carta que não te conserta,
Minguante solidez,
Ponta da caneta arrasta,
Me trás uma onda no pé.

Há dias em que estou inspirado,
2x Eu posso me afogar nas tuas águas,
Ainda estarei vivo em versos.

Volta p´ro seu castelo de areia menino...
Volta p´ro seu castelo que a onda vem vindo.


BêbÉT/Ocicas


Menino Cisco
(Homem de Pedra XI)

"alma camuflada, aqui escorpião vira lagarto colorido para esconder-se enganando em escombros..."

a trama legal para afiar-se as laminas ferronhas,
maliciosamente,
confidente,
calados,
matrizes de um per-curso gelado,
bichos escondidos,
com corpo de diabo.

peri-ulis...paulista,
latin-férico.

garras fincadas,
pernas cansadas,
alma em ressequez,
amassos dos dias,
beijos do frio...

Francisco de Assis França,
uma covardia mata Chico Science!02/02/1997

"os registros policias e periciais, constataram desde o inicio que um fato anomalo havia ocorrido no acidente investigado, verificou-se: que o cinto de segurança que estava afivelado e preso ao motorista do veiculo no momento do acidente, tinha se rompido na sua "lingueta" (parte metalica que se encaixa na trava presa no chassis ou no assoalho do carro.)"

"A imagem símbolo que a gente colocou do movimento é justamente a parabolica fincada na lama..."(Science)"nós temos que conciliar o passado com futuro.

"(Chico Enstein)(homem ciência)
cap. XI do homem de pedra

ai meu Carnaval brasileiro,
frevistas dos novos tempos,
contem-param,
as falas-lucas
,caibros-de-lama,
peixe lamíneo...

dos pastoris.
mulambastes,
mulambei-o,
mulambe...

tem ruas,
tem mangues,
na volta da estrada o sangue,
em anos que derrama...
a mulambaria,
desmulambada,
mula-lua,
lambe-mangue...

homem de pedra,
de mangue,
do caos,
as coisas são feitas,
e a ciÊncia...
é de Chico...

lamas,poças,patas,
olhos de antenas,
disvirtual,gulino...

"ele atravessou antes das barreiras um lamaçal-de-caos, e misturou lama no estúdio, e viu-se os beats-de-malungo, trouxe-nos biodiversidade musical."

chutes,bicas,descalço,
crustáceos,dedos,presos,
em buracos...

afundou-lhe a mão,
tocou...

fez-se o som,
a soar em pontes de barros.

maracatu-as,
as-maraca,
sonoliando,
sublipando,
sampleando...
tem batuque,
macumba,
coco-de-roda,
se há folguedos,
em fogueiras,
foguete sônico-noro.

atômico,biônico,
anglo-sax-music
,mis-mix-tape,
discos-vitrola-moeda,
etni-flora-risos...

a morte é triste,
e o terceiro mundo é bravo,
desmancha figuras univer-versais...


Humberto Fonseca
...nada como mais um capitulo do homem de pedra, essa série eu curto escrever.

dub-roots-corres-em:
http://www.periferiaspaulistas.blogspot.com
Facada

Tempo fosse...
Fosse me levando sem apresentar,
Com beiras do que não é estrada,
Fez-me rodar, círculos voltantes,
Quero enquadrar-te...

A luz que não me aquece, reluz,
Brilha para um novo ensaio,
Aglutinando-me bolhas palavriadas,
Gloriando o homem fraco...

Meu bem,
Meu-seu-em-vai-e-vem.

Como dizer isso,
Sem querer não me afogar,
Jogar-me logo nestas tuas correntezas,
Que parece mansas,
Mas se do contrário fosse não pularia.

Desejo escrever o tamanho do mundo,
Para deporta você em minha casa,
Declarar em juízo,
Confessar tudo-todo-de-meu...

Corpo cansado,
Que anda a fora em busca,
De um palacete,
Amarelo, cor de ouro...

Só para por em teus dedos,
Em desejar veementemente,
Fervoroso, recíproco,
Sem temor ao queimar...

Onde oceanos encontram-se,
Calam ao encontro,
E deixam as águas rolarem...

Tens a frente um coração virtuoso,
Não tão puro quanto o da criança,
Mas posso dar-te um lugar para que brinque.

Eu escrevo,
Faço viagens,
Te pego em meus braços...
(Adormeço levemente),
Só de pensar em um dia visitar tua sala.

De ter conversas,
Te dizer tantos versos,
Descarregar milhares de idéias,
Nossas que não disse...

O quanto tem feito por mim,
Esse pouco me deixa estático,
Em repouso,
Buscando colidir mais cedo,
Tarde não...

Tudo é tão novo,
Infatigável,
Presunçoso...

Sorrir não é bom,
Com tanta distância,
Em meio de tudo e o nada,
No começo intocável.

Como polpa,
Cheia, carnuda,
Sempre incessante,
Assíduo...

Só tens qualidades,
Desta boca p'ra fora,
Peito p'ra dentro,
Quero sempre poder dizer assim,
O tamanho do meu querer...

Ei-de fazer errar o exato,
Ele não conhece a ti,
Se fosse em teu encontro,
Perderia os cálculos.

A sobra de mim é muito,
Faz apenas o domar.

Deixe o homem feito bobalhão,
Ele precisa de um feito novo,
Cair no desaguar...

De teu lido,
Quem sabe um erudito,
Escritor dor dizer.

Compreende o pequeno,
Visitante de lagunas,
Ao imergir a sua busca...

Todo desmedido,
Em fundamento,
Sob teu teto,
O teu gosto,
Fora do meu paladar,
Faz me querer...

Rodante,
Buscando retroceder,
Esse meu falante silêncio.

Resbucando os trapos,
Um racional em desdém,
Trajando vestiários passados,
Querendo novas roupas para o futuro.

Sendo profeta,
Com uma alma sem gêmia,
Desgarrado,
Quero dormir,
Apoderando-se do teu corpo.

Olha a espécie,
Tresmalhado,
Ferruginosa,
Em finca-pé,
De aço torto.

Rijamente me prego,
Nesses adjetvos,
Totalmente calinoso,
Estimado em realismo,
Da vida que descobre-se...

Que ao novo dia,
Sua intimidade vem,
Acalenta minha pele,
Calça meus pés,
Dita o superficial,
Minúcia que fala...

Depois em crescimento,
Gira toda iminente,
Minhas garras faladas,
Querendo te pegar,
Na séria virtude,
Corrente agora,
Joga-se querendo um passeio.

A tortura ocupa,
Sem maus-tratos,
Tendo meu sinonimizar,
Em notas caladas.

No ouvir,
De ouvires,
Alma'dentre vida.

Minha botoeira,
Vestida em risos,
Solando conviver.

Querer sem abster-se,
Difusão de um abraço,
Ficar dias e horas,
No bico de teu seio.

Quando beijar,
Irei me perder,
Encontrando a fome,
Matando-a para repitir...

O gesto... É gosto...
De ser crucial.

Em todo esse meu abstrato,
O colorido enfada-se,
Se mistura em abreviado romantismo.

Sem ser ufano,
Amortecido,
Contra e revirado,
Em seu nome.

Olha que chega,
Chega ser nocivo,
Mas revigora,
Buscando ser,
Indolente nunca.

Ler em voz,
Declarar a mistura,
Saltar as parábulas,
Exprimir...

Sem variar,
É viveza,
Importância,
Amoleto mental.

O original,
De outras origens,
Curador solvei.

Quando a vida pega outra existência,
E um dia faz-se arrastar,
O peso encontrou seu pêndulo,
A seriedade limita-se,
Gravando feitos...

Disfunções,
Coágulos,
Mente turva,
Em grados,
Na importância,
Do valor de uma mulher.

Afligir a chaga,
Ser taludo,
Desembocado,
A mercê,
Despedaçar,
Estando fora do grau,
Do pressentimento.

Daqueles que não quero ir embora,
Indultar a pessoa que prostra,
Em compaixão de ter próximo,
Os esquecidos por ventura,
Deixados sob confusões,
Nos calos apertados do dias,
Soltar meus passos,
Descançar minhas pernas,
Soltar meus passos,
Descançar o meu sufoco.

Deita e esquece-te,
A paz te chama,
O sono calibra,
Minha deitada solidão.

Corra pelo vento,
Suma deste solo...

Dê-me o trabalho,
Compartilhe sua missão,
Faça de mim instrumento,
Use sem que me descanse,
A fadiga é...

Causada por estar daqui,
Pensando em como ir,
Se fico ou puxo meu carro...

Em alguns milhões,
De estrelas,
Em várias estrófes,
Deixo todo meu afeto,
E calo o pecado...

Quero trabalho,
Começar um novo feito,
Masterizar esse som novo,
Atribuir aos meus instrumentos,
Esses teus toques.

Compara,
Quebra-me,
Refaz-te em mim,
Genuínamente,
"Dona das Folhas".

Como sagrar,
Sob erros que me calam,
Aos acertos que me comprometem,
A magia sem mágica,
Que não vem de truques.

Toma o vosso lugar,
Sinta-se bem,
Com todo o meu melhor.

Ofereço,
Dou, e farei ainda mais,
É o querer que me leva...

Sabes todo o valor,
E que as moedas estão juntas,
Essas não tem cara,
Sem que existam coroas,
É nossa pele no frio,
Entre bolsos vázios,
Sobre um desejo valioso.

Amizade contudente,
Besteiras que nos unem,
Verdades que batemos,
Reclamações para o bem,
Você me comporta,
E toma sem ter receio,
Por saber que é existente.

Toda longitude,
Várias noites em caladas,
O vento que espera,
A esperança das novas causas...

Cai na minha armadilha,
E despreocupe-se,
Só quero o que é meu,
Mas está com você.

"Se algemou teu coração",
Tenho que prender minha vida,
Libertar-te para que sejas livre,
Finalmente ao meu lado.

Eu sofro com tudo isso,
Pode ser amor?
Dizem que ele doe...

Mas tem poder de unir,
Acabar coisas velhas,
Varrer a estrada suja,
E guarda-se em silêncio...

Disseram-me que o amor é bom,
Alivia a alma,
Cura a mente,
Transmite segredo,
Quando olha pra gente.

Místerios cruzantes,
Saudade que se passa,
Seriedade calada,
Aviso falante,
Entre ligações,
Nos turbilhos de versos.

Minha vida,
E um coração louco,
Desfecha...

Sem armas,
Minucioso,
Obdiente.

Vivente,
Entre as pedreiras,
Quebrado,
De implosões,
Marcado pelo fenómeno.

Em reflexão,
Penitencia,
O seu labor,
Fica quite.

Pensando nela,
Em mim,
Sobre nós.

Cala-se,
Aquieta-se,
Ficando feliz...

Faz provocar,
Como feito,
Em ascensão.

Folhas limpas,
Dedos sujos,
Sentimentos puros,
A pena não risca,
É tudo muito valioso,
Quero apreciar...

Se for em dias ou noites,
Quero lentamente,
Construir a vida.

Pobre menino,
Sonhador e dorminhoco,
Sem temperamento,
Afinado nos verbos...

Em inspiração,
Denotativo,
Comissionado...

Filho humilde,
Rapaz pequeno,
Homem grande,
Velho em seus compromissos...

Tomo a verdade,
Bebo-a em cálice,
Gota-a-gota,
Em arrabaldes...

É sua,
A rua,
O falar,
Em sentir,
Politizar o peri-latim.

Mordisco,
Meu crime,
No feito do uivo.

Selvagem,
Vivente em relva,
Mamanga, lava-pratos.

Assim espira,
A espada,
Quebrando a cruz...

Crivado em facho,
A base da composição,
Sou resoluto de voz.

Todas as pedras,
Jogo escondido,
Sou o fautor,
Em fato próprio,
Agito a festa,
Digo os meus barulhos.

Solta-te,
Desgarra para mim,
Virtuosa...

Um contato,
Entre dois universos,
Dentro deste mundo...

Pede a mim,
Sem rogar,
Por toda minha,
Cumplicidade esteriotipa.

A carne,
Em volúpia,
Quer o deleite...

Em vida tranquila,
O sossego uniforme,
A paz casual,
Do poema feito,
Em lábios sedentos...

Ausência,
Calor,
Sede,
Afeição,
Idílio,
Cobiça,
Intuíto,
Anseio,
Dor.

Coragem,
Graça,
Índole.

Deleita,
Aprazível,
Moça,
Calar,
Ver,
Tocar.

Solúvel,
Haste,
Letras,
Passos.

Búrburinhos,
No meu ouvido,
Feito dos dizeres,
Olhares cego,
Que tu saberes...

Da minha força,
Em teu impacto,
Olhar de cima abaixo,
E contiver.

Modero as falas,
Um dia nesses ouvidos,
Que não te falei ainda,
Onde a saudade habita,
Por querer ouvir-te...

Sabes,
Como vivo compactado,
Em erosão lenta,
Ainda calmo na tensidão...
Procuro ver,
Sem que caia,
Ou deixe a bola murcha.

A ilusão,
Não é presente na minha vida,
Confio em tudo que sinto,
Na seca ou fartura,
Mesmo que o coração,
Tome uma facada.

Humberto Fonseca
o que anda acontecendo em...