terça-feira

A Cor Do Silêncio

__ Tá vendo meu caro o tanto de merda que você se envolveu?

"As privadas das artes descem as descargas mais puras".

Um monte de merda,
Monturo seco,
Lixo que vira pó.

Como se fosse a flor,
Na criação dos espinhos,
Os rodeios,
De água que seca...
Todo mundo/piada,
Barra, de barrada,
Fica perdida no espaço,
Somando algumas galáxias.
Descansando estrelas,
Subli-aglutinando reis,
Dos impérios perdidos,
Por estarem em outro mundo.
Na sentença,
Como emblema no peito,
Com as marcas,
Os pactos de sangue,
Viram desejo do mal...
Com esses lock'S,
Rolando fita tosca,
No extremo vídeo velho...
Lembrei rapidamente,
Da "Alma Muda",
De como música e poesia conforma,
Causa-me ela.
Humberto Fonseca

quarta-feira

Sinop'cÊ"

"Muitos dias perdidos sem recitações, num transitório caos vidético, mundaninadde quase irreversível, capaz de sufocar o sofredor".

Libertação Canetária


eu tinha 10 minutos...
pra ver a situação,
passar a fita,
e ligar os nêgo com os artefatos...
tentava ver...
__ onde abala a estrutura? nem todo concreto anda seguro, e não anda mesmo se não for por aqueles que circulam, com dedos moles presos no escuro, que sejam do túnel ou pulando muro...

marretadas e... cajadadas.

PoEsiA De DoMiNGo
"As vezes quando salto da cama caio em um berço"...

Amanhece nas janelas um grande raio,
(Daqueles que o parta)
O filho da mãe que anda solto,
Mais um filho da puta sem mãe.

Relutando a re-(volta) dos que ficaram...

__ "São restos de parábolas!".

Carrinhos de alegorias,
Enfie-se em pedestais, acabe parado!

Não sou de movimento, classe,
Julgo de quem pula fora,
Vejo nesses repúdios...

Só transfigura (pupilo), meia idade chegarão?
Ser órfão de idéia,
Cabeça de tutela,
Ponto-e-vírgula.,
Sua cultura sem bom senso...
"É mau-humor!"

Retaliação insignificante, modelo desesperado,
De metódos ineficientes, baratinado!
Comunicativamente inorestável....

__ Vai ser protagonista no inferno!

FoGuEiRa
Landrilhos,
Argamassa,
Um feito...



De bico de vela,
Amara-sépia,
Sombra de beira,
Soleira em pérsia,
Em janelas que fecham...

Lançando-me no escuro,
Uma correção de verbos,
Para alguns adjetivos perdidos,
Que tiveram medo de ser escritos,
Acabam de canto sorrindo.
Não sabe ler por ser apressado,
Pulando regras, torto...
Fez-se objetivo!

" A núpsia de livro nas próximas cruzadas de linhas"...

Brasão de vida.
Fénix valente,
Cansada, ativa...

Todos aqueles poemas,
Na breve luz,
Cor de gema...

Estouros,
Caneta escorrega,
Saída do cano,
Sobre raias,
Girando n'água,
Feito ponto de fim de livro,
Que salva a pele ou arrebenta,
Mar-de-vida em mente.

Afoga,
Bate o pé no fundo,
Sobe, toma fôlego,
Sabe emergir para tocar a sorte.

Na divídida,
Ao meio,
Fiapo de tinta beira um precípicio.

__ Poemas degenerados na vida silvestre!

"Bicho preso, caçado, vendido por crétinos nos bares gela-güela da eucaristia! Onde o abstrato e o infinito para mim nada mais é que a folha".

Com harpas de letras,
Miraltez explosiva,
Valada de minas.
Sem becos e passagens,
A trama de saber, quem não sabe?

Já morreu? Faz-se?
Guardar as coisas velhas usando-as novamente mais tarde?
Sempre vai mais lenha na fogueira.

O Poema do Tudo Nada

Acabou-se o fogo,
Acendeu o nada,
Nada de tudo que te afaga,
Acabou!

__ Queime o poema!

Eu... Poeta maluco?
Riscador absoluto,
Nesses vais de volto daqui à pouco!
Com uma bolinha que mostra nada,
Rufando com tudo...

"Nada que tudo não tenha, tudo, feito nada! Tudo com nada me acalma! Desde que tenha fogo e não de à pala!"

__ Prá-lá? Foi-se... Era um grande lugar.

Me dê uma goma ou bala?
Quer révolver?

__ Atire naquele que passa, em quem move, na multidão balançada, mas isso vocÊ sabe que é nada.

Fundo Nobre

Ações revolucionárias no comércio desenvolvendo, (o centro das atenções e publismo modesto!), olirgáquia potente, das aulas sob-TACHA(X)S! (a questão X é sempre mais cara, difícil de entender, faço como eles, e questiono sem que saibam qual seu indefinido motivo $$$?), ou roubo da cena... Verda-idade com sua saudade heróica sonha, por estas, atrás das malhas, riozinhos, mananciais esgotários, em rios imersos, complinados pelo infinito, horizonte desformulado, de um idealismo desprorpocional com sua capacidade, (são tantos para os fazeres do mau que conheço variedade de monstros diferentes), no suave desejo de se envolver...

Domiciliando formalmente eu ensaio,
Encabeçado n'outro ser,
Sem poder, fora ganância!
Miséria esfomeada por sacudir a banca...

__ Não é do meu ser.

Mãe do BRASIL
Chega! Que o tamborim foi feito pra bater,
A mão de calo que joga capoeira,
Quebra com martelo o dente da boca alheia.

Que fala porque há um homem negro,
Que faz papel de branco,
Cozinha em fogo brando,
Os pratos na tua mesa de talheres limpos.

Mucamo sábio do sistema,
Maquininha sinistra,
Servindo quantos filhos no trabalhos do progresso,
Carteira de trabalho, quase-a transformou em verso.

Fabrincando Produto Tosco,
Trabalha as letras desse compasso,
E não se deixa baquear por monturos de lama,
Sem ficha pra Gana,
Na Etiópia de São Paulo.

Sou negro, menino,
Nordestino serrado na barriga por fome.

Descubram
"Veja o compromisso do qual faço parte, mais definido do que nunca! A importância desses guerreiros em outras terras, (desde quando possível suprindo-a dor-segurança-especialmente faço um dos melhores leitores, carregar no bolso a ídeia de uns "vidas boas" como esses é caro, NÃO TEM PREÇO, custo ou oferta... Nesses rasos mundos um "mar-vermelho de canetas revoltadas pipocando os milhos desse (DEVANEIO), por isso... Tenha coragem para repor em seu lugar".

Palavras furadas não é espécie minha. Tudo que está nessa mesa velha é sonho.
Ser discreto, discretivo!
Crétino étnico!
Vanguardista?
Maconheiro-puta-viado-traficante?
Frouxo, ao mesmo tempo corajoso pelo conformismo, bêbado...

Juntei, to untando, tentando unificar alguns trampos,
Mr. Núcleo e seus "Donuts", tem o CONTRA,
"Aos que visam Insanidade, daremos o conhecer da Dona Poesia, cultura, frequência fora dos rádios, nesse correio à moda antiga, sobre esses passos movedores".

faça que nem eu...
fique amargurado,
as revelações deixam marcas maiores que essa cidade.
pesso aos amigos, por favor!
devolvam o valor das coisas que acredito, sonho,
eu escrevo!

Humberto Fonseca

... Este fim de semana tem Verbos Curtos, e muitas atividades, confira a programação dos eventos no cicas em: www.periferiaspaulistas.blogspot.com

...fotos das fitas em: www.fotolog.com/bebeto_cicas

"obrigado Deus por mais uma postagem que anuncia o mero silêncio, agora posso sair mais suave para rua"...

terça-feira

Belo Horizonte
Se meu coração não fosse de outra,
Tivesse ela teu azul,
Ou querendo fazer-me laços memoráveis de amor...

Pedir ao sempre tuas praças, os alojamentos das desgraças, as tristezas de São Paulo em ti passa...

Com a certeza de quem volto,
não para busca-la, sempre querendo-a ver, puro-a-mente em meus livros nas graças da saudade em partir.


BêbÉT/Ocicas


VaLEw BH eh nOis!



Final Mágico Tomasse eu algumas doses em decadência,
Na pura decência...


(de quem bebe e dorme).

Por viver sempre sonolento, bebo-lento, acorda-vários em pensamentos.
As láminas extrapolam os limites para que tenha sempre uma nova ruga...

"A vida segue peram-b(m)ulando até sua fonte da juventude".


Humberto Fonseca

Saíndo da ladaínha...

Sem palavras o corre do fim de semana em Belo Horizonte...
Imagens que retratam as formas mais belas e destrutivas com opiniões quase imunes, doença que pega nas mais variadas intuições artísticas.

Nada como aproveitar um pouco da vida e apreciar a arte...


Bebeto, Eu (Liricaos), Sabão e Gnômo. Lançamento do Insanidade & Poesia IV na Bienal de Graffite de Belo Horizonte
dia 28/09 Setembro festa de lanç. no CICAS



grande hermana, Áurea (vocal do Liricaos) organizando a grade de sonoridade nativa.


valew o convite para ver a fita!



"os risos, palavras e abraços, são imagens que devolvem a naturalidade das coisas".






Mulambagem de Ipatinga fazendo bomb...Aproveitando a queima... Aluguei os manos para um usar um pouco da lata..





Salve a parceria:
POESIA MALOQUEIRISTA

SINFONIA DE CÃES

"Meus irmão de corre, salto, dois pulos, quem sabe chá de "Limão", sem prometer vingança dos estados em que nos perdemos por estas mirras humildes, passos terríveis, onde ponderamos as culturas no meio expressivo condicional em fase mutante..."


Os caras do sinfonia trincaram com o ZINE CONTRA

Levei alguns exemplares da Revista Não Funciona, os trampos estão por lá circulando, grande De-las-Pontes trincando com o corre literário nesse nosso humilde plano de divulgação.


depois de uma bela alugação ele levou a ed. 16
Um imenso abraço ao mestre MaicknucleaR , obrigado pelos "Donuts" (Nessas Noites Sem Aurora), doação que estive distribuindo em BH.

O mulambo doido viaja para DF, lá se encontra também com Caco Pontes na festa da Bienal esta semana, e sei que vão fazer a muzenzá pegar fogo no palco dos feudais.

PRIMEIRA BIENAL INTERNACIONAL DE POESIA


Dia 05 de setembro estarei (MaicknucleaR) participando, com uma performance poético-musical, da Primeira Bienal Internacional de Poesia, em DF - Brasília, mais exatamente no Conjunto Cultural da República, às 22hs. Levarei a prévia de um espetáculo chamado “Nucleopera”, onde vou utilizar os textos de “A Política do Arregaço” (que é a parte escrita do sarau/show “Verbos Curtos” - Bebeto Cicas + Eu), mesclados a beats e samples, criados by me, no Laboratório Nuclear de Elucubrações Radioativas (com a ajuda do velho Acid Pro 5.0). Ando ensaiando no estúdio que improvisei no C.I.C.A.S. e pra não extender a idéia aos confins do blog, deixo abaixo o link de uma matéria sobre o evento: