quarta-feira

Quem Canta Seus Males Espanta...


Coisas fora da faixa de idade, proibidas, fazem bem, elas encontram-se mais soltas do que nunca, e com rufadas em imigrações de cultuínas virtudes densas, ou violentas promessas que acabaram, tanto faz como tanto fez, isso que dizemos sobre o talvez...

Talvez, eu tivesse mesmo que partir para novas revoadas, feito passarinho, em distrações que augurariam medonhos, panacosos! Impacientes dos seus adultérios até em amizade inventada, "para que veja tamanha pilantragem", vem querer predizer aqui não moço, pelo amor dos nossos santos filha das putas! Quer dizer antes ou anunciar com antecedência? Os profetas te aguardam, José dos latrócinios baratos em queijos do rato fresco...

Tenho minhas vontades abaixo dos pés, "minha mente é mais que meu corpo" já me disse uma amiga, e quando ela quer pedir quem resolve é a mente, ser fotogénico não faz parte da minha rotina em desfama, vou restringir essa frase.

Ando nas limitações, contraindo doença que ataca os órgãos, flautas, e os trombones alheios não satisfaz esses ouvidos cheios de cera pelas abelhas que ferro-eis... Vão se foder com essa colmeia de repressão e rainha de baile gay...

Sei que não basta ser brasileiro aqui, tem que ser um bom jogador, fazedor de truques driblelícos, ou matar a verdade que se esconde por varas-curtas em Fórum de anti justiça, o anónimo vai rapidamente a cadeia, estou preso, e nada vale meus costumes, o feito é para atrair maneiras anti-salvadoras e comércios sublimares...

__ Ele vai ser perdoado, tá bom! Ainda assim pegarei um alicate para que arranque suas unhas...

Meu peito é capaz de carregar milhões de emoções, evadir-se dos locais sempre perfurado, sangrando, ou com uma descontentação mediante ao encontros que me levam os olhares... E ao fundo ele raspa a sujeira, e manda o coração bombear tudo, sujando meu sangue com energia podre, capaz de sufocar o brilho do qual quero descarregar por estas bandas maltratadas de mãos sentimentais...

Tenho que apurar-me, abusar de contrações, engrandecer a perfeição que não é possível... Mas os contatos me interferem, simultaneamente eles me renovam... Contrapõe o dizer de maneira em que subestimo os meu interior, e consigo ver sua grandiosidade em ocultismo,

"Impacientar a calma é gostar das atribulações".
Sossego de éspirito, amofinar-se em serenidade, transpor um conjunto alienado no mundano inconsciente cego... Acendi o candeio, saí nas noites para conciliar o frio e a espinha, supremacia em sério descontrole...

Vou na cidade do pânico, sobre outonos vagarosos, e tensamentes sem frutos, o verão secou minha primavera, antes de enxugar a terra que nasce o mato, do qual seco me faz chorar da miséria e rir ao ver que todas mentiras foram plantadas nos lados que não pertenciam a eles, e vieram aqui para deixar estes restos de ignorâncias respeitáveis.

Bebeto meu chapa, você fez uma música muito bonita, "A beleza é você menina", e ela é realmente linda, por mais que zombe, e tire a sério as brincadeiras desejo-a... Com todo respeito que há tempos não sinto, você vai ser minha querida, a menina dos meus olhos.

Como espantar o mau sem cantar alguém, sem ter uma companhia, prefiro a boa prosa que uma arma, o sossego antes de uma treta, mas se quiser terei que atirar para todos lados, a mira de opinião nem isso mais tenho conseguido.

Faço minha mente de aparatos pequenos para que corte... Sinto a ignorância sem desviar dos seres e placas, ruas flageladas com meus ruídos mentais em voos, causante, dolorosa, parentescos que me abraçam, feito uma bobina de aço desgovernada rolando... Atropelando gritos, chocando-se no transformador da vida... Choque feio, estou carregado.

Humberto Fonseca
http://www.fotolog.com/bebeto_cicas

domingo

Pedra /Sobre\ Pedra

Telhado imenso,
Disvigiado,
Copulado de maltrato,
Enrrustido na desfiguração,
Por ser os filhos malditos,
Da boca pra fora, casa, família...

Tudo perdido, pedrado,
Como tiro de cimento subindo no nariz...
Concretando o cérebro,
A pura invalidez,
Desvenuração milhada


Sua faca de tão cega em minha pele nada corta... Tenta amolar o gomo? Quero ver você furar esse bucho para que as tripas em seu pé caía.
. . . Soma-se armas antes do futuro para aniquilar a mal-vontade-rompida, alforremos-nos dessa empequidão virada de teses, ter armas é ter medo, não ter armas é estar de peito aberto, mas no meio disso deve haver um colete.


Como pode vir com tantos contras ao seu favor?
Nascer no meio da imundice,
Sentindo o frio da manhã,
O frio da mãe,
Que berra mais que o filho,
Desencantada sem abrigo,
Depois dos gemidos em murros na pedra.

Sequidão,
Matutice minha na dor pálida,
Branco era meu silêncio;

Descolorido filho que não tenho,
Seja-ai-de-ti meu prazer por te ver,
Mesmo sem ser eu teu pai.

Choro a sinceridade,
Minha anístia timbrada,
Poema mudo falado nas causas do sábado.

A modernidade em consciência é um passado de atropelos, "trincheiras mentais", argumentos profanam boca à fora, ladeira abaixo, quebrando o corpo, (pestana), tristeza fora do comum e real, fico meio soberbo ramificado em um trono de bosta. Depois de tanto julgamento ainda julga, "é como ouvir Alma Muda", onde somente a solidão me amou... Somente a solidão me amou...

Raspo a casca de ferida,
Contato, pele exposta,
Dizendo ao meu próprio amor:

"Não acuar... acuação é cassuar de burro lerdo, deprimido pelo mesmo pasto e capim, sejamos um pouco bravo, disposto estou com a sua coragem, paremos de engordurar a vida, e sabemos assim como o burro: sempre há terras para novos viveres."

Sofri ao meu meio-termo.
Arrepiei a minha alma comum frio imaginário,
Ensurdecedor e sem estrondos,
Mas pedi aleluia,
Ergui minhas dúvidas,
Quebrei os ouvidos que me escutavam por trás de paredes,
Ceguei os que olhavam da epopeia...

Eu atirei no destino,
Joguei-o em uma vala,
No mel da cana-de-açúcar,
Onde o grito se faz as desovas escuras,
Não tremi pelas encruzilhadas...

Fui embora calmo...
Passeando entre passos e ouvidos o silêncio que fez aquela rajada.


Humberto Fonseca